sábado, 10 de abril de 2010

CONSUMO DE FRUTAS NO BRASIL É BAIXO


Embora o Brasil seja um grande e excelente produtor mundial de frutas e hortaliças, com grande abundância de variedades nas diferentes regiões do país, o brasileiro ainda é um péssimo consumidor destes alimentos, priorizando outros de inferior valor nutricional, tais como biscoitos, salgadinhos e refrigerantes.
O péssimo resultado deste hábito é o crescente número de obesos, com aumento do risco de diversas doenças relacionadas ao excesso de peso e sedentarismo, como as cardiovasculares.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo diário mínimo para um adulto deve ser de cinco porções, ou 400 gramas de frutas e legumes. No Brasil, a ingestão não chega a um terço destes valores. Segundo a mais recente Pesquisa de Orçamentos Familiares, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), frutas, verduras e legumes correspondem a apenas 2,3% das calorias totais ingeridas pela população.
No estudo, da amostra de cerca de 10 mil famílias, foram levantadas informações sobre o perfil de consumo e os determinantes do não-consumo. Segundo os pesquisadores, um dos motivos para o não consumo destes artigos é o preço dos alimentos. A falta de hábito e de tempo para o preparo também pesou na hora da escolha.
Um novo estudo sobre o tema já está sendo finalizado, e os valores não são nada animadores. Parece que o triste cenário encontrado nas últimas três décadas do século 20, em que houve um declínio no consumo de alimentos básicos, tais como cereais, frutas e hortaliças na cidade de São Paulo, deve se manter.
Diante deste futuro sombrio, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com outras instituições, desenvolve, desde 2007, um projeto para subsidiar ações em comunidades atendidas pelo Programa de Saúde da Família (PSF), para incentivar a população a consumir mais frutas, legumes e verduras. O grupo elaborou, por exemplo, uma série de livretos e cartilhas, disponíveis gratuitamente no site da Embrapa, para incentivar o consumo de vegetais, com recomendações nutricionais, quantidades a serem ingeridas e dicas de receitas. O material é também voltado a profissionais das áreas de nutrição e educação, pois oferece sugestões de como trabalhar o tema para estimular a alimentação saudável. Os textos seguem as diretrizes do Ministério da Saúde e orientam, entre outros aspectos, sobre o consumo de sal, gordura e açúcar, bem como alertam para a importância da prática regular de atividade física.

Referência(s)Autor):
Chico Damaso. Pesquisa de Orçamentos Familiares – IBGE. Disponível em http://www.ibge.gov.br. Acessada em 24/03/2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ora pois...: UM GOSTINHO DE PORTUGAL

Ora pois...: UM GOSTINHO DE PORTUGAL

UM GOSTINHO DE PORTUGAL



Rústicicidade é a maior característica da culinária portuguesa, bastante marcante e variada, com evidência para as especialidades típicas das diferentes regiões do país, formadas a partir de tradições e ingredientes locais.
Alguns pratos da gastronomia portuguesa tem como base as especiarias trazidas para o país pelos navegadores dos Descobrimentos. Pimenta, canela, nóz moscada, caril foram alguns dos ingredientes que ajudam hoje a compor os deliciosos pratos das vastas ementa gastronômica.


Uma refeição típica, em Portugal, começa pelas entradas constituidas pelo simples pão e manteiga, outras vezes azeitonas (condimentadas com azeite,alho e orégano, ou simples) enchidos assados, queijos de ovelha ou de cabra, saladas de polvo, de ovas, de orelha de porco, presunto. Segue-se a sopa, cuja a variedade é infindável. Sopas de legumes, de tomate, do “cozido” de marisco, ou algumas das mais famosas: a “açorda alentejana”; composta de pão; alho, coentro ,azeite, ovo escalfado e água a ferver ou o nacional “caldo verde”, feito de legumes, batata, e acompanhado por chouriço. Na grande maioria dos restaurantes localizados à beira mar, faz se sopa de peixe, uma iguaria à base de vários peixes. Existem também sopas que funcionam quase como refeições. É o caso da “SOPA DE PEDRA”, que mistura carnes e batatas no caldo da “SOPA DE CAÇÃO”, especialidade que se encontra normalmente no Alentejo: postas de cação servidas com caldo e pão.
Peixe é uma constante na gastronomia portuguesa, sendo que o grande ênfase para as sardinhas, nos meses de verão e para o bacalhau presença antes constatante em qualquer altura do ano, sendo hoje mais procurado, no Natal, principalmente na zona Norte. Mas o mar tem muito mais variedades e algumas das espécies de peixe são saborosas. A mais comum é a pescada, que normalmente é cozida, acompanhadas com legumes e batatas, mas linguado, salmão, truta, e tamboril poderão aparecer sob várias formas e qualquer uma delas bem apetitosas.
Do mar vem também o marisco, aconselhado a não ser consumido em meses que não tenham no seu nome a letra “r”, a verdade é que mesmo no pino do verao que se tornam mais apetecíveis, mexilhões, ameijoas, cadelinhas, berbigão, camarão, lagosta, santola e sapateira, apenas para nomear alguns.Apesar de ser conhecido pelo seu peixe, Portugal é também país de carne e a variedade gastronômica que se apresenta é bastante considerável. Porco, vaca, borrego, frango, são algumas das opções. Do porco vem os enchidos (chouriços, morcelas são algumas dos exemplos), as costelas, os presuntos e muito mais. De todos os pratos feitos à base de porco é o “Leitão assado”, o mais conhecido.

Os amantes da carne de vaca encontram aqui o que na maior parte dos países se oferece, bifes, grellados ou fritos. Frango é sem dúvida dos alimentos mais baratos. Na maior parte dos restaurantes aparece assado num churrasco, normalmente em carvão ou em caril, estufado confeccionar em caril, estufado, ou refogado.
A doçaria é bastante variada, consistindo em mousses de chocolate ou caramelo, pudim, flã, molotoff ou de ovos, doces de ovos, bolo de bolacha e alguns doces típicos da casa.

UMA DOCE HISTÓRIA DO BRASIL


De onde surgiu uma das mais fortes facetas de nossa miscigenação no quesito gastronomia?
Dizem os historiadores que o açúcar, obtido após a evaporação do caldo da cana, foi descoberto na Índia, lá pelo século III. Mas teriam sido os árabes seus introdutores em grande escala na alimentação, criando amêndoas e nozes açucaradas, além dos doces de figo e de laranja. Já no século XV, ao conquistar a Península Ibérica, os mesmos árabes incluíram a cana-de-açúcar nas mudas que passariam a produzir as frutas utilizadas nos doces futuros. A partir daí, de Portugal e Espanha, a cana-de-açúcar desembarca na América pelas mão de nossos desbravadores. E pronto, estava assim sacramentada a invasão mais doce da história brasileira, uma cultura que se perpetuaria pelo séculos seguintes.
Comprovadamente, muitos dos doces hoje considerados brasileiros têm origem portuguesa. É saborosa, por exemplo, a história de que, nos conventos Portugueses, era comum o uso de claras de ovos para o trabalho de engoma dos hábitos das freiras. Então o que fazer com a gigantesca sobra de gemas? Criativas, as religiosas começaram a fazer quindim, bom-bocado, pudim, papo-deanjo e manjar com essa abençoada abundância de ingredientes. Passadas as gerações, cá estamos nos fartando dessas mesmas iguarias e muitos se achando brasileiros pioneiros na doce arte da confeitaria.

Sem mesmo falarmos de outras invasões europeias, que viriam a contribuir com o enriquecimento de nossa confeitaria Brasileira, recuperamos a comunhão da tradição lusitana com as frutas brasileiras. Um elo fundamental surge nessa linha de produção: as quituteiras negras, que das senzalas emergiram para as cozinhas das sinhás, trazendo consigo a farinha de mandioca, o fubá, a abóbora e o cará para a composição das iguarias.
Falo de uma região geográfica situada, principalmente, em Pernambuco, Alagoas e interior de São Paulo. Sabemos que as frutas são base de sobremesas há séculos. Daí, imagina-se o quanto os portugueses, que misturavam mel às frutas antes do uso comum do açúcar, se deslumbraram com as possibilidades de nossas polpas, generosas em todo canto de um país recém-descoberto. São ambrosias, doces de abóbora, banana com laranja, cocada, merengue, tapioca e tantas outras preciosidades. Ainda nos tempos coloniais, a cajuada e a goiabada ganharam ares de nobreza, já considerados os dois grandes expoentes da casa-grande. Mas foram tempos também em que os aromas de bananas assadas ou fritas, envoltas em canela, invadiam as propriedades, assim como o chamado mel de engenho era fundido com nossa farinha de mandioca ou macaxeira.
Nos engenhos do interior de Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Maranhão, assim como nos sobrados de Recife, São Luiz e Maceió, as cozinheiras negras foram verdadeiras alquimistas na formação de uma cozinha regional. Sem falarmos na Baia, estado no qual a tradição branca mal se percebe hoje nos guisados salgados, vencida que foi pelo calor arrebatador dos condimentos africanos que lhe dera as cozinheiras negras.
Comprovado o prestígio do mel de engenho em meio a aliados como farinha, cará ou fruta-pão, o tradicional arroz-doce ganha contornos nacionais no arroz com leite-de-coco. Ao mesmo tempo, a tapioca surgia soberana por entre mesas de chá patriarcais: sozinha ou na companhia da pamonha, do beiju, do cuscuz e da cocada. Situa-se também o nascimento do pé-de-moleque (com castanhas de caju), além da canjica e de bolas à base de milho.
Mas se a maioria das origens são identificadas, sobre o bolo Souza Leão, que até hoje reina em terras pernambucanas, têm-se notícias de inúmeras receitas que se arvoram em autênticas.
São também de Portugal, os primórdios dos bolos de noivas e aquelas pirâmides de açúcar encravadas no centro das mesas mais nobres. Assim como a arte dos enfeites, surge a criação de letras e de desenhos, à base de canela, bordados nas toalhas e nos guardanapos, como também opções de formatos de caixas, ornamentos e papéis recortados. Cabe lembrar a tradição de um Brasil Colonial, como em Portugal, era comum, em procissões, fiéis conduzirem tabuleiros de doces, oferecidos de forma gratuita a indivíduos que representavam figuras bíblicas.
Passado o tempo, surge um dos mais encantadores aliados da culinária e, por que não dizer, dos hábitos da civilização moderna: o gelo. A partir daí, as frutas brasileiras, presentes em doces, geleias e pudins, servidos ainda quentes, incorporaram novos contornos de sabor e de comportamento, e se transformaram em sorvetes. Tratados como cremes para os dias de calor, agradavam tanto à visão quanto ao paladar. Rompendo as fronteiras das fazendas e dos engenhos, surgiram como mote para as primeiras confeitarias das grandes cidade do Brasil. A iguaria tornou-se quase marco do desaparecimento das clássicas e fumegantes sobremesas patriarcais e do descrédito dos saraus em torno de chás ferventes, com queijo do sertão e pão torrado.
Os anos se sucedem e a chegada de imigrantes de toda a Europa espalha as tradições confeiteiras inglesa, francesa e alemã, incrementando, alterando e adequando as novas feições abrasileiradas de seus dotes adocicados.
Guardamos lembranças, imagens e aromas. Quem não se perde em devaneios ao lambuzar os dedos após um naco de goiabada caseira e se vê o mais feliz dos reis ao morder sem timidez um sonho recheado com o melhor dos cremes, ou se enche de orgulho após uma saraivada de doces à base de frutas brasileiras? Seja por qual motivo for, a origem da confeitaria nacional é, antes de tudo, antropológica, histórica, elucidativa.
Vencidas estas páginas, não se furte: cerre os olhos, evoque sua reminiscência mais significativa e tenha, certeza, um doce virá à mente como imagem marcante para tal sentimento.
Texto baseado de um Artigo originariamente publicado na revista Sabor do Brasil, MRE, 2004. Alexandre Menegale

sexta-feira, 19 de março de 2010

O ALGARAMOJO

Não posso deixar de passar para vocês o que eu encontrei ..navegando por aí....
Embora seja portuguesa nunca ouvi falar deste "prato"... por isso aqui vai.... culinária afinal faz parte da nossa deliciosa cultura !!!
mas que é isso de Algaramojo?
Falo de sardinhas, quem diria....
Trata-se de uma receita um tanto obscura nunca a vi escrita em nenhum livro de cozinha do baixo alentejo, e olhem que procurei.

O algaramojo serve como variante mais leve e fresca à típica sardinhada ou como forma de reaproveitar as sardinhas do dia anterior. As ditas, depois de assadas, são amanhadas para retirar a pele, a barriga e a ponta do rabo, e reservam-se até arrefecerem. Os pimentos (a gosto) e uma (ou duas) cabeças de alho são assados (pode ser mesmo no bico do fogão; a cabeça de alhos assa inteira). Depois de limpos das peles e partes mais escuras são cortados às fatias os pimentos e ao meio os dentes de alho. Cozem-se batatas e cortam-se aos bocados. O tomate maduro (assado também serve) é cortado também aos bocados. Mistura-se tudo e tempera-se com pouco sal, azeite (de Moura) e água fria. Convém apenas juntar as sardinhas à mistura quando for servida a refeição para o líquido não começar a oxidar (escurecer). Acompanhar com fatias generosas de pão alentejano. A posologia dos ingredientes é bastante liberal; o “olho” do responsável e a quantidade de convivas devem ditar as leis.

REFRIGERANTE GOURMET?

Nas minhas andanças pela internet descobri um artigo sobre refrigerantes gourmet, achei interessante e aqui vai para todos vocês...



É verdade?
Existem refrigerantes de alta qualidade, que servem tanto para se tomar puro ou na composição de drinks, e um deles é a centenária marca italiana Abbondio! Extremamente venerado na Itália, é sinônimo de qualidade absoluta e de sabores originais. É encontrado apenas em bares mais sofisticados e em lojas gourmet. As garrafas são um show à parte, retrôs e com belas imagens de pin-ups!
Com menos açúcar e menos gás que os habituais refrigerantes, lembra um pouco a nossa H2OH!, porém com sabor mais pronunciado e com qualidade muito, mais muito superior, pois só usa os melhores ingredientes e receitas que visam a qualidade e não o baixo custo!
Conheça os sabores:

Menta:
Limonada de menta levemente espumante feito com três variedades de hortelã alpinos da região de Piemonte. Um clássico italiano - fresca e completamente distinta.
Deve ser servido frio, de preferência com gelo. Uma combinação perfeita com gin ou vodka.

Pompelmo e fragola:
A mais nova criação da Abbondio, é um espumante suave de grapefruit pink e morango. Deve ser servido frio, simples ou com gelo. Sensacional com vodka, gin ou rum.

Chinotto (a original):
O Chinotto original é de acordo com os aficcionados, o melhor absoluto. . Esta receita secreta traz o entusiasmo surpreendente do fruto Chinotto (laranja-amarga) para um gosto que é inimitável. (Também é vendido com a marca San Pellegrino). Deve ser servido gelado, com ou sem gelo.

Bianca (a premiada):
Bianca é vencedora de vários prêmios gourmets na Itália. É uma limonada feita a partir de cinco variedades de limão siciliano misturadas com açúcar de cana de boa qualidade.
Deve ser servida com gelo e limão. Uma grande mistura com vinho branco, cerveja pilsen ou cachaça.


Rossa:

Esta é um meio termo entre as Bitter (tipo Campari) e os refrigerantes. Tem sabor vintage e é produzido com 10 diferentes essências.
Sirva com gelo como um aperitivo, ou na coqueteleira com gin ou vodka.


Tonica:

A água tônica definitivo, com mais de um século de tradição. Combina a refrescante do limão siciliano com a amargura do quinino.
Beber com gelo como um aperitivo, ou com gin.


Saiba mais:
Chinotto: A bebida recebeu o nome de uma fruta cítrica particular que, fora da China, só cresce na Sicília, em uma fazenda localizada nas encostas do vulcão Etna.