domingo, 20 de setembro de 2009

ALCACHOFRAS À ITALIANA


INGREDIENTES:
  • 800g de corações de alcachofraconservados em água e sal

  • 3/4 de xícara de chá de azeite de oliva

  • 1 colher de chá de tomilho fresco picado

  • 1 colher de chá de orégano fresco picado

  • 1/2 colher de chá de sementes de erva-doce levemente esmagadas

  • 2 dentes de alho bem picados

  • Pimenta-do-reino em grão moída na hora

  • Raspas e suco de 1/2 limão
MODO DE PREPARO:

Enxágüe os corações de alcachofra e seque-os em papel-toalha. Os maiores devem ser cortados ao meio, no sentido do comprimento. Coloque-os numa panela grande, com os seis ingredientes seguintes. Misture bem, tampe e cozinhe em fogo baixo, de 8 a 10 minutos. Retire do fogo e deixe esfriar um pouco. Despeje delicadamente sobre os corações o suco e as raspas do limão. Sirva-os à temperatura ambiente, espetados em palitos.

Rendimento: 30 porções
Tempo : 30 minutos

SALADA DE FLORES

Ingredientes:
- 1 alface crespa inteira
- 10 folhas de repolho roxo fatiadas
- 1 cenoura ralada no ralo grosso
- 1 xícara de funcho fatiado
- flores para decorar

Molho:
- 3 colheres de sopa de azeite
- suco de 1/2 limão
- 1 colher de sobremesa de vinagre balsâmico
- sal
- pimenta do reino moida na hora.

Modo de preparo:
Arrumar numa saladeira a base com as folhas de alface. Colocar como um círculo o repolho roxo. Num círculo menor a cenoura ralada e no centro, um montinho com o funcho picado.
Decorar com as flores a gosto e servir o molho a parte

GELEIA DE PÉTALAS DE ROSAS


Ingredientes:
- 1 dúzia de rosas (as pétalas podem ser de qualquer cor)
- 250 g de açúcar
- ½ copo de suco de maracujá
- essência de rosas


Modo de preparo:
Lave bem as pétalas de rosas e coloque em uma panela com água - até o ponto de cobrir as flores. Deixe cozinhar por mais ou menos 1 hora. Quando estiverem macias, deixe ferver até engrossar. Adicione o suco de maracujá. Se quiser uma coloração vermelha, coloque gelatina sem sabor dissolvida em água quente. Para verificar se a geléia está no ponto, levante a colher, deixando a calda cair. Quando começar a descer em fios, está pronta. Acrescente essência de rosas.

SALADA VERDE COM FLORES COMESTÍVEIS

Ingredientes:
- 1 pé de alface americana
- 1 endívia (ou escarola)
- 1 radicchio cortado em tirinhas (ou repolho roxo)
- flores comestíveis
- 4 colheres (sopa) de azeite
- 2 colheres (sopa) de vinagre balsâmico (aceto balsâmico) ou vinagre de vinho tinto
- sal e pimenta-do-reino, moída na hora, a gosto.

Modo de preparo:
Distribua as folhas em pratos individuais. Coloque primeiro a alface americana, em seguida, a endívia, e, por último, o radicchio. Espalhe as flores sobre os pratos e reserve. Misture o azeite, o vinagre, o sal e a pimenta-do-reino.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

SOPA PISTOU


Ingredientes:
8 xícaras (chá) de caldo de legumes (1,6 l)
1 alho-poró em tiras finas (110 g)
1 cenoura grande em cubos (160 g)
3 mandioquinhas em cubos (200 g)
2 abobrinhas médias em triângulos (330 g)
2 tomates médios sem sementes em cubos (340 g)
2 xícaras (chá) de feijão branco cozido (250 g)

Molho Pesto:
2 xícaras (chá) bem cheias de folhas de manjericão lavadas
½ xícara de azeite de oliva (100 ml)
3 castanhas-do-Pará (12 g)
2 dentes de alho
100 g de parmesão ralado
Sal a gosto

Modo de Preparo:
Sopa:

Leve o caldo de legumes, o alho-poró, a cenoura e as mandioquinhas para ferver e deixe cozinhar por 20 minutos em fogo baixo. Acrescente os outros ingredientes da sopa e ferva por mais 10 minutos.

No final desse tempo, prove o tempero e, se necessário, ajuste com sal.


Molho pesto:

bata todos os ingredientes no processador até formar uma pasta. Sirva a sopa com o molho pesto por cima.


Rendimento: 6 porções

CAPELETTI EM BRODO DE LEGUMES

Ingredientes:
2 colheres (sopa) de azeite (26 ml)
1 cebola média em cubos (150 g)
1 cenoura grande em cubos pequenos (160 g)
1 talo de salsão em cubos pequenos (80 g)
6 xícaras (chá) de caldo de legumes (1,2 l)
250 g de capeletti de carne
Sal a gosto
Folhas de 6 ramos de tomilho

Modo de Preparo:
Aqueça o azeite em fogo médio, em seguida acrescente a cebola e refogue por 2 minutos ou até ficar murcha. Adicione a cenoura e o salsão e refogue por mais 3 minutos. Junte o caldo de legumes e a massa e ferva por 10 minutos. Tempere com o sal e prove. Se necessário ajuste o sal. Polvilhe por cima o tomilho e sirva bem quente.
Rendimento: 8 porções

CREME DE ABÓBORA E GENGIBRE

Ingredientes:
3 colheres (sopa) de azeite
½ cebola média picada (70 g)
2 talos de salsão picados bem finos (90 g)
2 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 abóbora (1,2 kg) cortada em pedaços grandes
2 colheres (sopa) de gengibre ralado
Sal, noz-moscada e pimenta-do-reino recém-moídas a gosto

Modo de Preparo:
1. Em uma panela funda aqueça o azeite e refogue a cebola e o salsão até que fiquem transparentes. Junte a farinha, mexendo bem, até que forme uma pasta.
2. Acrescente a abóbora e refogue por mais 5 minutos. Junte 1 litro de água e cozinhe até que a abóbora esteja macia.
3. Bata a mistura no liquidificador, despeje novamente na panela e adicione o gengibre. Tempere com sal, noz-moscada e pimenta-do-reino.
4. Sirva quente acompanhada de fatias de pão italiano.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

SOPA


“Se a velho quiseres chegar muita sopa terás que manducar”

SOPA, A magnífica !


Embora todos os animais se alimentem, apenas o Homem cozinha os alimentos, desta forma, a culinária transforma-se num símbolo da nossa humanidade, algo que nos distingue do resto dos elementos da natureza.
A alimentação transformou-se rapidamente num dos muitos rituais comuns aos seres humanos, variando de cultura para cultura, mas assumindo, quase sempre, uma actividade de grupo, enquanto elemento do ecossistema, necessita de comida, e os seus hábitos alimentares variam em função do que o meio que o rodeia e lhe podem oferecer. Contudo, também os seres humanos foram determinantes na evolução dos alimentos, seja pela selecção e domesticação de espécies animais e vegetais, seja pelo desenvolvimento de todos os métodos e instrumentos necessários à sua transformação para a dieta humana.
A invenção da sopa foi um marco importante nos hábitos alimentares. A descoberta do fogo foi o ponto de partida para amaciar os alimentos e posteriormente cozinhá-los. Desde a sua descoberta, a sopa que inicialmente não era mais que caldos de carne ou cereais, contribuiu desde cedo para um bem estar da população. A título de exemplo, foi quando a sopa entrou nos hábitos alimentares que os dentes tiveram uma maior duração.

Desde a que o homem come sopa, esta passou em inúmeras vezes, por ser o prato principal da refeição, por ser económica e bastante nutritiva. No entanto não eram apenas os mais pobres que a apreciavam, na própria corte real, a sopa era um bem divino e apreciado.
Não havendo utensílios de metal ou barro, a sopa era confeccionada através de buracos existentes em pedras que eram aquecidas.

Na Grécia ficou famoso um caldo negro da cidade de Esparta, feito com sangue de alguns animais misturado com vinagre e especiarias.
Em Roma, a sopa era um prato apreciado por todas as classes. O imperador nero tinha o costume de diariamente comer um caldo á base de alho-porros que acreditava fazer-lhe bem às cordas vocais.
Na idade Média, as sopas foram muito populares: de favas, abóbora, ervilhas, couves, toucinho, condimentadas com bastante canela e gengibre e mais tarde com açucar. Era também costume colorir as sopas com açafrão para ficarem amarelas, leite de amendoas para ficarem brancas.
A partir do sec. XVI, as cozinhas italiana e francesa deram o seu " toque de classe" á arte de preparar sopas. A primeira introduziu a novidade das massas e ervas aromáticas como o tomilho, os oreganos e a manjerona. de França os cozinheiros davam o seu melhor: cremes, bouillons, consommmes, batizando suas criançoes com nomes reais.

Em Portugal temos as canjas que segundo alguns especialistas terá vindo da Índia, o Caldo verde indispensavel por altura dos santos populares, a sopa do cozido, as sopas de peixe, as sopas de feijão e tantas outras.

Em espanha, o gazpacho, com tomate, pepino, alho, pão e azeite; em França a soupe ál'oignon, á base de cebola; em Inglaterra, a oxtail, sopa de rabo de boi; em Itália, , o ministrone , de feijão, massas e legumes; na China, a sopa de ninhos de andorinha.



sopas portuguesas


Entre algumas das preciosidades da cozinha tradicional portuguesa no que concerne à sopa temos a de castanhas de Trás-os-Montes, o Caldo de Couves, da Beira Alta, a ribatejana Sopa da Pedra, ou a Açorda Alentejana. Do continente para as ilhas temos a Sopa de Moganga da Madeira e a Sopa do Espírito Santo, dos Açores. Percebemos que a tradição culinária portuguesa inclui as chamadas sopas ricas, algumas delas acabando por derivar, actualmente, para pratos mais secos, como os ensopados e guisados, caldeiradas. E se a diversidade nas sugestões é grande, não lhe fica atrás a lista de ingredientes que integra as sopas nacionais, com os produtos hortícolas e leguminosas à cabeça. Cebola, cenoura, batata, feijão, abóbora, grão, nabo, beterraba, couve, azedas, poejos, ervilhas, hortelã, beldroegas, coentros, são apenas alguns dos ingredientes que arrebatamos ao caldo da sopa, sem nos prestarmos a um grande exercício de memória. Não ficamos por aqui, claro. Juntamos os frutos como a castanha, os cereais como o arroz; as carnes, de vaca, de borrego, de galinha; de perdiz; os enchidos, o toucinho. Continuamos pelos peixes, como o bacalhau, o cação; passamos aos mariscos e citamos o camarão, as amêijoas. Reflectimos mais um pouco e chegamos ao pão, indispensável nas açordas alentejana. Depois, acrescentam-se os temperos para a confecção. O quase indispensável e mediterrânico azeite e, mesmo, sabores inusitados como a canela, o gengibre, ou o açafrão. Como visto basta espicaçar um pouco a memória para que o itinerário sensitivo das sopas se espraie infindavelmente. Isto sem termos sequer estendido o elenco a outras geografias gastronómicas. Ai encontramos, por exemplo, o gaspacho espanhol, a Bouillabaisse de Marselha, em França, o Borscht, da Rússia, a Fasolada grega, o Goulash Húngaro, o Minestrone italiano, o Menudo mexicano, a Brabançonne belga. Poderíamos continuar indefinidamente. Tal como referiu um escritor celebrado “a sopa fala da civilização de um povo”.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Nada como um vinho do Porto com Pão-de-ló!


Para começar vamos saber um pouco mais sobre o tal vinho do Porto !

O vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro, no norte de Portugal a cerca de 100 km a leste do Porto. Régua e Pinhão são os principais centros de produção, mas algumas das melhores vinhas ficam na zona mais a leste.
Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "Vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.

O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool).
Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transformar completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 18 e 22º de álcool).
Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

Quanto à cor, o vinho do Porto pode ser:

  • Porto Branco (White) - é feito exclusivamente a partir de uvas brancas e envelhece em grandes balseiros de madeira de carvalho (20 mil e mais litros). Tipicamente vinhos do Porto brancos são vinhos jovens e frutados (não menosprezando as reservas) e são o único vinho de Porto que se categoriza quanto à sua doçura. Há assim brancos secos, meios-secos e doces. Ainda assim, e devido à forma como o Porto é produzido, o vinho praticamente nunca é completamente seco, guardando sempre alguma da sua doçura inicial, sendo por isso comum encontrarem-se brancos "secos" com alguma doçura. Quando jovem é claro e transparente, com a idade oxida-se e torna-se amarelo ouro. Quanto ao sabor, pode variar em extra-seco, seco e lágrima (muito doce).
  • Porto Tawny - Os Tawny são também vinhos tintos, feitos aliás das mesmas uvas que os Ruby, mas que apenas envelhecem dois a três anos nos balseiros, passando depois para as pipas de 550 litros. Estas permitem um mais elevado contacto do vinho com a madeira e daí com o ar. Assim os Tawny respiram mais, oxidando e envelhecendo rapidamente. Devido à elevada oxidação os Tawny perdem a cor inicial dos vinhos tintos, ganhando tons mais claros como o âmbar, e sabores a frutos secos como as nozes ou as amêndoas. Com a idade os Tawny ganham ainda mais complexidade aromática, enriquecendo os aromas de frutos secos e adquirindo aromas de madeira, tostado, café, chocolate, mel, etc.
    As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita. São vinhos de lotes de vários anos, excepto os Colheita, que se assemelham a um Tawny com Indicação de Idade com o mesmo tempo de envelhecimento.
    Nos vinhos tawny muito velhos a cor vermelha inicial(rubi)dos vinhos novos vai desaparecendo e passa a tonalidades vermelho acastanhadas, dourada a âmbar.
    Contrariamente aos vinhos tintos, no vinho do Porto branco, novo de cor normalmente amarelo palha, com o envelhecimento os vêm a adquirir cada vez mais cor, aparecendo os amarelo/dourado a amarelo/acastanhado e já nos vinhos brancos muito velhos a sua côr chega ao âmbar, confundindo-se com a dos vinhos tintos também muito velhos, ao mesmo tempo que seus aromas adquirem fortes características à baunilha e ao fumado.
  • Porto Ruby - Os Ruby são vinhos tintos que também envelhecem em balseiros. Devido ao baixo contacto com a madeira (porque a relação superficíe/volume é pequena) conservam durante mais tempo as suas características iniciais, devido à baixa oxidação. São assim vinhos muito frutados de cor escura (rubi), com sabores a frutas vermelhas (frutos silvestres ou ameixas por exemplo) e com caracterísiticas de vinhos jovens. Neste tipo de vinhos, por ordem crescente de qualidade, inserem-se as categorias Ruby, Reserva, Late Bottled Vintage (LBV) e Vintage. Os vinhos das melhores categorias, principalmente o Vintage, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa. De um grená intenso é a cor deste Porto jovem, bastante frutado. Geralmente o Ruby não tem mais de 3 anos e deve ser consumido jovem.

Quanto à qualidade, o vinho do Porto pode ser:

O vinho do Porto que envelhece até três anos é considerado standard. Todos os outros vinhos que fiquem mais tempo a envelhecer na madeira pertencem a categorias especiais, quer porque as uvas que lhe deram origem são de melhor qualidade, quer por terem sido produzidos num ano excepcionalmente bom em termos climatéricos. Assim, entre as categorias especiais, é comum encontrar os Reserva, os LBV, os Tawnies envelhecidos e os Vintage, e, menos regularmente, os colheita.

  • Vintage – O melhor dos Portos. A designação Vintage é a classificação mais alta que pode ser atribuída a um vinho do Porto. Considera-se Vintage o vinho do Porto obtido da colheita de um só ano, e é uma denominação atribuída apenas em anos considerados de excepcional qualidade.
    Sofrem um envelhecimento em casco por um período máximo de dois anos e meio, sendo posteriormente envelhecidos em garrafa.
    O seu potencial de envelhecimento é enorme sendo por isso recomendável a sua guarda por um período nunca inferior a 3/4 anos em garrafa. Este vinho deve-se tomar só depois das refeições e pequenas quantidades. Com o envelhecimento em garrafa torna-se suave e elegante, desaparecendo gradualmente a adstringência inicial. Adquire, por isso, um aroma equilibrado, complexo e muito distinto. Aos Vintage com alguns anos em garrafa estão associados aromas de torrefacção (chocolate, cacau, café, caixa de charutos, etc.), aromas de especiarias (canela, pimenta,...) e, por vezes, aromas frutados.
    Apenas 2% da colheita de cada ano é designada Vintage. Vinho robusto em cor, com aromas e paladares sutis.
  • Late Bottled Vintage (LBV) - Vinho rico em cor e forte sabor. Os vinhos do Porto LBV (sigla de Late Bottled Vintage) têm o aspecto de vinhos tintos Ruby (cores vermelho carregado e sabores frutados) e são produzidos a partir de uma só colheita excepcionalmente boa. Envelhecem de quatro a seis anos dentro dos balseiros, e depois de engarrafados continuam a sua evolução, ainda que não muito significativa. Por isso, as garrafas de LBV são diferentes, pois a rolha é inteira (ou seja, não tem a habitual tampa de plástico no topo), significando que a garrafa deve ser mantida deitada (para que o vinho humedeça a rolha). Os LBV, ao contrário dos Vintages, podem ser consumidos logo após o engarrafamento, pois a sua evolução na garrafa é muito pequena. Os LBV eliminam assim a desvantagem dos Vintages em relação ao tempo de espera antes do consumo, e ainda que não seja um Vintage verdadeiro, possuí muitas das suas características, e oferece uma ideia bastante próxima da experiência de beber um.

  • Reserva - O Vinho do Porto Reserva é produzido a partir de uvas seleccionadas de grande qualidade, e tanto pode ser branco como tinto. Em geral, ficam sete anos em maturação dentro da madeira, sendo depois engarrafados. Estes vinhos devem ser tratados da mesma forma que os standard, isto é, não envelhecem dentro da garrafa (por isso, esta deve ser mantida sempre na vertical) e após a sua abertura podem ser consumidos num prazo não superior a seis meses. Os Reservas têm a particularidade de poderem ser bebidos quer como aperitivo quer como vinho de sobremesa. Se se escolher beber antes das refeições, aconselha-se a que se sirva fresco, mesmo tratando-se de um reserva tinto. Dentro dos Reserva distinguem-se os Reserva Tawny, que apresentam uma cor tinta aloirada, com os aromas de frutos secos, torrefacção e madeira, resultantes do estágio mínimo obrigatório de sete anos em madeira, a complementarem-se com alguns aromas remanescentes de fruta fresca. Na boca, já é notória a macieza característica dos vinhos envelhecidos em casco. Por sua vez os Reserva Ruby, resultantes de lotes mais jovens que originam um vinho de cor tinta, com aromas intensos e frutados, são vinhos encorpados e adstringentes mas menos do que os Vintage e os LBV. Existe ainda o Reserva Branco, que é um Vinho do Porto branco de muito boa qualidade obtido por lotação e que estagiou em madeira pelo menos sete anos, apresentando tonalidades douradas, boa complexidade de aroma onde é notório o envelhecimento em madeira e sabor persistente.

Porto com indicação de idade, é um vinho resultante da mistura de vários vinhos velhos. No rótulo da garrafa ostenta a idade média do vinho, o que lhe confere uma personalidade única.

  • Vintage Character – é obtido através da mistura de vários lotes de Porto Ruby. Tem aromas de frutas vermelhas bem maduras e cor rubi intensa.

Lenda do Folar da Páscoa

A lenda do folar da Páscoa é tão antiga que se desconhece a sua data de origem.

Reza a lenda que, numa aldeia portuguesa, vivia uma jovem chamada Mariana que tinha como único desejo na vida o de casar cedo. Tanto rezou a Santa Catarina que a sua vontade se realizou e logo lhe surgiram dois pretendentes: um fidalgo rico e um lavrador pobre, ambos jovens e belos.

A jovem voltou a pedir ajuda a Santa Catarina para fazer a escolha certa. Enquanto estava concentrada na sua oração, bateu à porta Amaro, o lavrador pobre, a pedir-lhe uma resposta e marcando-lhe como data limite o Domingo de Ramos. Passado pouco tempo, naquele mesmo dia, apareceu o fidalgo a pedir-lhe também uma decisão. Mariana não sabia o que fazer. Chegado o Domingo de Ramos, uma vizinha foi muito aflita avisar Mariana que o fidalgo e o lavrador se tinham encontrado a caminho da sua casa e que, naquele momento, travavam uma luta de morte. Mariana correu até ao lugar onde os dois se defrontavam e foi então que, depois de pedir ajuda a Santa Catarina, Mariana soltou o nome de Amaro, o lavrador pobre. Na véspera do Domingo de Páscoa, Mariana andava atormentada, porque lhe tinham dito que o fidalgo apareceria no dia do casamento para matar Amaro. Mariana rezou a Santa Catarina e a imagem da Santa, ao que parece, sorriu-lhe. No dia seguinte, Mariana foi pôr flores no altar da Santa e, quando chegou a casa, verificou que, em cima da mesa, estava um grande bolo com ovos inteiros, rodeado de flores, as mesmas que Mariana tinha posto no altar. Correu para casa de Amaro, mas encontrou-o no caminho e este contou-lhe que também tinha recebido um bolo semelhante. Pensando ter sido ideia do fidalgo, dirigiram-se a sua casa para lhe agradecer, mas este também tinha recebido o mesmo tipo de bolo. Mariana ficou convencida de que tudo tinha sido obra de Santa Catarina.

Inicialmente chamado de folore , o bolo veio, com o tempo, a ficar conhecido como folar e tornou-se numa tradição que celebra a amizade e a reconciliação.

Durante as festividades cristãs da Páscoa, o afilhado costumam levar, no Domingo de Ramos, um ramo de violetas à madrinha de baptismo e esta, no Domingo de Páscoa, oferece-lhe em retribuição um folar.

De onde vêm esses ovos da Páscoa??

Os ovos da Páscoa estão associados a ritos antigos, simbolizando a fertilidade, representada na Grécia pela deusa Persefone e em Roma pela equivalente deusa Ceres. Essa celebração tinha lugar nas imediações do equinócio da Primavera. Esse costume, provavelmente, tem as suas raízes em povos ainda mais remotos, da antiguidade, persas e egípcios. Os ovos eram pintados com cores alegres, pois simbolizavam o nascimento. Os próprios persas acreditavam que a Terra tivera o seu início num ovo gigante.Mais tarde, os cristãos do oriente, dando continuidade a esses velhos ritos, nos inícios do cristianismo, terão sido os primeiros a ofertar ovos coloridos, pela Páscoa. Ela anuncia a transição do tempo das trevas, a Quaresma, para o tempo da claridade, a Páscoa - a ressurreição, o início duma nova vida. Nesses tempos, os ovos eram apenas um presente decorativo, para simbolizar a ressurreição e o nascimento para uma nova vida. Não serviam para comer.Em Portugal, a Páscoa surge associada às amêndoas e aos folares (que muitas vezes incorporam ovos).
No Algarve, o folar tradicional, deixava ver os ovos inteiros que eram recobertos por tiras da massa. Antes de ir ao forno, o folar era barrado com gema de ovo que lhe dava um aspecto atractivo e aliciante.

Folar da Páscoa


Ingredientes:
1 kg de farinha
30 gr de fermento de padeiro
1 dl de água morna
400 gr de açúcar
2 ovos
2,5 dl de leite quente
50 gr de manteiga
sal
raspa da casca de 2 limões
ovos cozidos com casca de cebola


Confecção:

Peneira-se a farinha para uma tigela, faz-se uma cova no meio e deita-se aí o fermento esfarelado, que se rega com água morna.Cobre-se o fermento com um pouco de farinha, envolve-se a tigela num pano de flanela ou cobertor e deixa-se levedar cerca de 15 minutos.Depois, mistura-se a farinha com o fermento, juntam-se o açúcar, os ovos, um a um, mexendo sempre, e o leite morno, no qual se derreteu a manteiga, o sal e a raspa dos limões.Amassa-se tudo vigorosa e longamente.Abafa-se a massa novamente e deixa-se levedar perto de uma fonte de calor pelo o menos 2 horas.Retira-se a massa em bocados, a que se dá uma forma redonda, dobra-se ao meio e, com os dedos passados por azeite, molda-se em forma de ferradura.À medida que se vão tendendo, dispõem-se em tabuleiros, deixando os folares crescerem.Na altura de irem ao forno, enterram-se os ovos cozidos na massa (um, dois, ou três por folar).Levam-se a cozer em forno bem quente (220ºC) durante 15 a 20 minutos.

Cabrito de Leite de Forno


Para quem não sabe, este prato comparece ás mesas dos Portugueses no almoço do dia da Páscoa.

Ingredientes:
(para 10 pessoas)
1 Cabrito de Leite com cerca de 5 kg
200 gr. Massa Pimentão
2 Cebolas médias
2 Cenouras
2 l Vinho branco
5 dentes de alho
1 Alho francês
Sal e Pimenta q.b.


Confecção:
Limpe o cabrito, tirando-lhe as vísceras e corte-o da seguinte forma:* as pernas devem ser individualizadas. Faça vários golpes nas mesmas, colocando um dente de alho em cada golpe.* de seguida separe as costelas.Prepare a marinada, cortando todos os legumes em pedaços, deitando-os num recipiente tipo bacia. Adicione a massa pimentão o vinho branco e a salsa. Mergulhe o cabrito nesta marinada (este deve ficar completamente coberto de vinho branco). Deixe a marinar durante pelo menos 12 horas.Passado este tempo, retire o cabrito e coloque-o num tabuleiro, juntamente com a marinada, levando-o ao forno durante 1 hora a 220 graus.Depois de assado, corte o cabrito em pedaços, dispondo-o numa travessa. Quanto à marinada, passe-a por um passador, para se aproveitar o caldo e regue o cabrito.Acompanha com migas tostadas e grelos salteados em azeite e alho.

MIGAS:
5 Batatas grandes
1 dl Azeite
5 Ovos
3 dentes Alho
Salsa picada
Pimentão doce q.b.
Sal e Pimenta
Depois de as lavar, ponha as batatas a cozer com a pele. De seguida tire-lhes a pele e esmague-as com as mãos. Coloque-as num recipiente juntando os dentes de alho pisados, a salsa, o azeite, o pimentão doce e os ovos.Misture tudo muito bem.Com a ajuda de 2 colheres de sopa, molde as migas tipo pastel de bacalhau. Leve ao forno a tostar. Retire as migas e coloque-as numa travessa, juntando-lhe os grelos salteados.

Páscoa em Portugal

Festa comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo, a Páscoa está associada a práticas alimentares em que os ovos, os folares, as amêndoas e os cordeiros ocupam o primeiro lugar.
O "Folar" tem particular relevância, havendo diferentes espécies - tão diferentes que o folar transmontano, por exemplo, só tem com o da Estremadura dois pontos em comum: o nome e a referência à Páscoa. Acrescente-se, contudo, que a tradição do folar, qualquer que ele seja, assenta num ritual de dádiva, soliriedade e convívio profundamente enraizado na sociedade portuguesa.
O folar mais corrente em Portugal é um "bolo de massa seca, doce, e ligada, feito com farinha de trigo, ovos, leite, azeite, banha ou pingue, açúcar e fermento, e condimentado com canela e erva-doce - uma espécie de fogaça - encimado, conforme o seu tamanho, por um ou vários ovos cozidos inteiros e em certos lugares tingidos, meio incrustados e visíveis sob as tiras de massa que os recobrem".

sábado, 21 de fevereiro de 2009

CURIOSIDADES SOBRE O FEIJÃO


O Brasil é considerado um dos maiores produtores e consumidores mundiais de feijão. Uma das principais alquimias da culinária brasileira é o controle do contraste entre o salgado, doce e amargo e o feijão entra em todas elas. Tanto é que "feijão salgado" além de se o mais utilizado na culinária, significa "panela em que todos mexem...". Doce de feijão é pouco usado por brasileiros, mas é comum entre os nipo-brasilerios. Jurubeba em conserva amassada no feijão faz um apreciado casamento culinário e tem quem faz uso diariamente. E o feijão Pagão é aquele apenas cozido e sem amassar, guardado na geladeira para ser consumido ao longo da semana.
Para conservar, guardar e não carunchar, antigamente o feijão era misturado a terra de cupinzeiro, talvez por causa da liga que essa terra contém.
Quanto a dicas culinárias, os feijões ficam mais macios quando levados ao fogo em água fria e cozidos lentamente. Ao adicionar mais água, não se esqueça de que ela deve ser fria. também o feijão só deve ser temperado com sal quando estiver concluído o cozimento. Outra dica importante é que se o feijão ficar salgado, experimente e coloque algumas folhas de couve ou rodelas de batata cruas para cozinhar com ele e verá que fica bem melhor....

"No Entrudo come-se de tudo".

O antigo Entrudo português tinha exactamente este dito relacionado com a comida.



"No Entrudo come-se de tudo".


Mas é preciso cuidado com afirmações definitivas: pois no Entrudo, não tem lugar o peixe.
O Carnaval é festejado nos três dias que antecedem a Quaresma.Mas em rigor, logo a seguir à quadra natalícia, mais concretamente no termo do período dos doze dias que vão do Natal aos Reis, começa a preparar-se o ambiente para o Carnaval. Na verdade a época carnavalesca começa Dia dos Reis. A partir de então, os domingos começam a ser de grandes comezainas, por isso mesmo se chamam de Domingos Gordos.
Foi destas épocas de “abastança” que fizeram surgir as feijoadas de Carnaval, com destaque para as transmontanas, enriquecidas com o fumeiro da região.Da Beira Litoral, a feijoada com orelheira, a que se juntam nabos e a respectiva rama. Das Minas da Panasqueira, a feijoada temperada com massa de pimentão, e pezinhos de porco. No meu Porto (me desculpem a imodéstia…ehheh) , fazem-se grandes feijoadas com tripas que não seriam o que são se lhes faltasse a saborosa leguminosa. Não posso esquecer dos os açorianos que juntam à feijoada ramos de funcho, prevenindo assim eventuais flatulências.Importante salientar que é tradição que a feijoada seja sempre acompanhada por arroz, e tem claro uma explicação para o facto. Que vou explicar em meu outro blog, o Ora pois...…eheheheheh ...fiquem de olho !.

No Norte, normalmente este arroz servido é o de forno, servido no recipiente em que foi cozinhado.

CARNAVAL ...Um pouco de história !

Há quem diga que o Carnaval teve origem nas festas em que os gregos e os romanos comemoravam suas colheitas (saturnais a 17 de dezembro e lupercais a 15 de fevereiro). Muitos séculos depois, a celebração acabou tornando-se uma brincadeira típica das cidades.
No Brasil, o Carnaval foi introduzido pelos portugueses. Seu nome era Entrudo - palavra que vem do latim introitus e que designa as solenidades litúrgicas da Quaresma. Chegou ao
Brasil por volta do século XVII e foi influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa.
O Carnaval no Brasil foi, até a metade do século XIX, uma festa de muita sujeira e molhação. Os escravos a festejavam sujando-se uns aos outros com polvilho e farinha de trigo, ou espirrando água pelas ruas com o auxílio de uma enorme bisnaga de lata. Enquanto que as famílias brancas, refugiadas em suas casas, brincavam o Carnaval fazendo guerras de laranjinhas ( pequenas bolas de cera que se quebravam espalhando água perfumada), ou então, jogando de suas janelas um líquido não tão cheiroso na cabeça dos passantes. Por esta razão as pessoas evitavam sair às ruas durante os dias do entrudo. Isso fez com que os bailes de máscara, realizados apenas para a elite durante o Primeiro Império, e, a partir da década de 1840, para a classe média, fizessem muito sucesso.
No Brasil, no final do século XIX, começam a aparecer os primeiros blocos carnavalescos, cordões e os famosos "corsos". Estes últimos, tornaram-se mais populares no começo dos séculos XX. As pessoas se fantasiavam, decoravam seus carros e, em grupos, desfilavam pelas ruas das cidades. Está ai a origem dos carros alegóricos, típicos das escolas de
samba atuais.
No século XX, o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais uma festa popular. Esse crescimento ocorreu com a ajuda das marchinhas carnavalescas. As músicas deixavam o carnaval cada vez mais animado.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

TÂMARAS

Uma coisinha diferente para a vossa ementa do dia dos namorados, divirtam-se

Ingredientes:
hortelã a gosto;
noz-moscada a gosto;
óleo para fritura;
pimenta a gosto;
6 fatias de presunto;
sal a gosto;
gotas de sumo de limão;
12 tâmaras.

Preparação:
Prepare as tâmaras, que devem ter um aspecto lustroso e não muito enrugado. Retire-lhes cuidadosamente os caroços, dando-lhe um golpe em todo o comprimento. Corte fatias fininhas de presunto com gordura e enrole-as nas tâmaras. Prenda cada rolinho com um palito e leve a fritar num pouco de óleo bem quente, temperando com sal, pimenta, noz-moscada e, se quiser, com uma gotinha de sumo de limão.
Escorra sobre papel absorvente e disponha cada rolinho numa travessa, decorando com folhinhas de hortelã e gomos de limão.
Sirva imediatamente....e bom apetite !

DIA DOS NAMORADOS

Hoje no dia 14 de Fevereiro, o Dia dos Namorados celebra o amor, a paixão entre amantes e a partilha de sentimentos, ocorre então a azáfama da troca de presentes. Muitos casais planeiam jantares românticos, noites especiais e fazem planos para surpreender e agradar ao seu amor.
Um pouquinho de história
O Dia de São Valentim é a data elegida para ser celebrado o Dia dos Namorados, desde 1969. As raízes deste dia remontam à Roma Antiga e à Lupercália, festa em homenagem a Juno, deusa associada à fertilidade e ao casamento. O festival consistia numa lotaria, onde os rapazes tiravam à sorte de uma caixa, o nome da rapariga que viria a ser a sua companheira durante a duração das festividades, normalmente um mês. A celebração decorreu durante cerca de 800 anos, em Fevereiro, até que em 496 d.c., o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de São Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data.Acredita-se em uma das versões desta história, que São Valentim seria um padre que desafiou as ordens do imperador romano Claudio II. Este imperador proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados. Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam. Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.c.

Então, um feliz dia dos namorados para todos !

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

O QUE É AÇORDA?

Me perguntaram do Brasil, " mas o que é isso de açorda? "
Aqui vai a resposta...eheheh


A açorda à alentejana é uma sopa típica do Alentejo – ao contrário da maioria das sopas, esta não é cozinhada, sendo basicamente constituída por pão acompanhado de um ovo escalfado e água quente temperada.
(Outra sopa que não é cozinhada é o gaspacho espanhol).
Espero que tenha sido clara!

AÇORDA DE ALHO

"A açorda de alho leva sempre coentros, se não levar, não é açorda de alho. Há quem misture um pouco de poejo verde, mas a tradicional não leva. Há também quem goste de no caldo, na água da fervura, escalfar o ovo ou pôr o ovo mexido. Isso já não é açorda de alho. A açorda de alho, para ser natural, é o azeite, o sal , os coentros e os alhos e nós aqui no Torrão utilizamos várias tirinhas de pimento verde e misturamos bem, depois dos alhos serem pisados com os coentros. "( E.7, Torrão)
Claro que a utilização dos coentros não se restringe á açorda. O seu uso como condimento é bastante mais diversificado, utilizando-se um pouco por todo Portugal , para finalizar todo o tipo de pratos. Localmente utiliza-se para aromatizar sopas, guisados, certos petiscos e outras preparações culinárias, que não são especificas apenas de Alcácer do Sal, uma vez que são emblemáticas de todo o alntejo.

A minha receita
que aprendi com uma amiga alentejana ..assim aqui vai...
Coloca-se um tacho ( panela) ao lume ( fogo) com água e sal, deixando ferver.
Entretanto corta-se o pão, normalmente aquele que ficou esquecido e então duro ou passado, em bocadinhos. Juntar alho picado, os coentros picados (a quantidade é a gosto) e um fio de azeite tudo em cima do pão e reservar.

Quando a água ferver juntam-se os ovos (1 por pessoa), deixando só escalfar( deixar o ovo meio cru) e apagar o fogo.
Jogar a água em cima do pão que já está preparado e o ovo escalfado.
Está pronta a ser comida e saboreada.
É uma sopinha simples aconchegante e baratinha!!!

São servidas (os)???????

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

PASTEIS DE BELÉM



Apesar de ser segredo bem guardado, podemos contudo nos aproximar e quem sabe ficar bem pertinho dos originais. assim aqui vai uma receita e bom apetite.





Ingredientes
Massa
300 gr de farinha de trigo
250 gr de margarina;
quanto baste de sal
quanto baste de água

Recheio
500 gr de nata
9 unidade(s) de gema de ovo
10 colher(es) (sopa) de açúcar

Modo de preparo

Massa
1. Misture a farinha o sal e a água trabalhe a massa até ligar.
2. Divida a margarina em 3 porções.
3. Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete.
4. Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina.
5. No final deixe descansar 20 minutos.
6. Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm de espessura, e coloque cada quadrado sobre uma forma lisa própria para madalenas ou muffins.


( pode utilizar massa folhada industrial em vez desta )

Recheio
1. Leve ao fogo em banho-maria as gemas batidas com o açúcar e as natas até o preparado engrossar.
2. Deixe amornar e coloque uma colher (sobremesa) do preparado dentro de cada forminha.
3. Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados.
4. Podem ser comidos mornos ou frios.
5. Polvilhe com açucar confeiteiro e canela em pó.

Para facilitar pode utilizar o mesmo processo, forrando uma forma grande e fazendo uma torta; deve tentar não fazer a massa muito grossa, pois quanto mais fina, mais deliciosa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

PASTEIS DE BELÉM

Estaladiços por fora, naquela casquinha dourada, cremosos se desfazem na boca, o açúcar em pó e a canela embebem nosso olfato e paladar, se possível quentinhos,assim são os são Pasteis de Belém. Quem os conhece sabe bem do que falo, quem não teve essa aventura deliciosa ... hummm... não sabe o que esta perdendo...eheheheh
Eles existem nada mais, nada menos, que há dois séculos.

O segredo? A receita. A promessa? A tradição.

Com origem numa antiga receita dos frades do Mosteiro dos Jerónimos. Esta especialidade gastronómica portuguesa teve origem em 1837, inicio do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, onde laborava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Como consequência da Revolução Liberal ocorrida em 1820, são, em 1834, encerrados todos os conventos de Portugal, expulsando assim o clero e os trabalhadores.
Numa tentativa de sobrevivência, os clérigos do Mosteiro colocaram à venda numa loja ali perto, uns pastéis doces, rapidamente designados por “Pastéis de Belém”.
Embora hoje fique dentro da cidade, na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o seu acesso era certificado por barcos a vapor. Com a presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém eram muitos os turistas que por lá passavam e que rapidamente se habituaram ao sabor delicioso que os pastéis originários do Mosteiro possuíam. Ao longo destes anos a receita foi transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na “Oficina do Segredo”, que se situa na Fábrica dos Pastéis de Belém perto do Mosteiro dos Jerónimos, e que a mantém intacta até aos dias de hoje.
Os mestres pasteleiros da “Oficina do Segredo”, são os poucos detentores da receita e são obrigados a assinar um termo de responsabilidade. Fazem um juramento em como se comprometem a não divulgar a receita secreta da confecção e preparação dos verdadeiros Pastéis de Belém. Entretanto em qualquer pastelaria portuguesa é possível comprar uns pastéis semelhantes aos de Belém, designados como Pasteis de Nata, mas os originais continuam a ser os da pastelaria de Belém que preserva na sua secular existência o segredo e o saber da sua confecção.
BlogBlogs.Com.Br

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

TRADUÇAO

Lá no mes de Dezembro postei aqui sobre sabores e pratos portugueses da ceia de Natal e chegou um mail de uma amiga que diz o seguinte:
"Bom, estou te devendo aquelas perguntinhas sobre a ceia de Natal em Portugal né?
Pois então...
Lá vai!
Tecla SAP, please!
esparregado de nabiças, aletria doce, mexidos de Natal, sopa dourada, filhós, migas lagareiras, panóplia, filhós de Bragança, nógado, azevias, brinhóis
Beijinhossssss "

Aqui vai a traduçao ...eheheheh e postarei no final as receitas. ok?
  • Esparregado de nabiças, nao vale rir gente aqui do Brasil , nao é palavrao. Simplesmente em Portugal utilizamos a rama dos nabos, á qual chamamos nabiças ehehehhe. E com ela se faz o tal do esparregado que parecera aos desavizados um puré de nabiças. Na consoada, acompanha o Polvo guisado e os bolinhos de bacalhau.

  • Aletria doce, nao passa de um doce natalino feito com aquele cabelo de anjo, conhecem? Pois ..diganmos que e um arroz doce , mas em vez do arroz se coloca o macarrao bem fininho.

  • Mexidos de Natal, é um doce feito com pao, frutos secos e cristalizados.

  • Sopa dourada, e um doce de natal feito com pao-de-ló, fica um cremesinho bem doce.

  • Filhós, parece um biscoito, só que molzinho

  • Filhós de bragança, igual ao anterior só que feito na cidade de Bragança.

  • Migas Lagareiras, é uma mistura de varios engredientes com pao esfarelado( migado).

  • Nógado parecido com um pé de moleque

  • Azevias são doces típicos do Natal no Alentejo tal como as filhoses.

  • Brinhóis, e um doce feito com abóbora. A abóbora utilizada é a designada no Alentejo por moganga, é alongada e a polpa é quase vermelha. Comem-se no Natal e são muito populares entre as classes menos abastadas. Não fazem parte daquilo que pode ser designado por grande doçaria alentejana.

Esparregado de Nabiças

Ingredientes:
1 bom molho de nabiças
1 cebola pequena
1 dente de alho
1dl de azeite
1 boa colher de sopa de farinha de trigo
leite (1 dl)
1 colher de sopa de vinagre (aprox.)
sal

Confecção :
1. Cozem-se as nabiças em água temperada com sal, escorrem-se muito bem, apertando-as entre as mãos e reduzem-se a puré.
2. Picam-se a cebola e o alho e refogam-se ligeiramente com o azeite.
3. Juntam-se as nabiças e salteiam-se sobre o lume.
4. Dissolve-se a farinha no leite frio, junta-se às nabiças e deixa-se cozer, mexendo.
5. Ao sair do lume, adiciona-se o vinagre.

Este esparregado, na Consoada, acompanha o Polvo guisado e os bolinhos de bacalhau

Sopa Dourada (Viana do Castelo)

Ingredientes:Para 8 pessoas
750 grs de açúcar
300 grs de pão-de-ló
15 gemas
canela

Confecção:
1. Leva-se o açúcar ao lume com 3 dl de água e deixa-se ferver até se obter ponto de cabelo (a calda escorre em fios muito finos).
2. Corta-se o pão-de-ló em fatias grossas, que se passam pela calda de açúcar e se colocam numa travessa cuidadosamente e com a ajuda de uma escumadeira.
3. Adiciona-se um pouco de água à calda e deixa-se ferver até fazer ponto de pérola (corre um fio espesso, com uma bola tipo pérola na extremidade).
4. Adiciona-se um pouco de calda às gemas, apenas cortadas com uma faca, e junta-se à restante calda.
5. Leva-se ao lume (fogo) a engrossar, ficando com a consistência de ovos-moles. Deita-se sobre as fatias de pão-de-ló e polvilha-se tudo com canela.

Ingredientes:
1 colher (chá) de sal
1 dl de aguardente bagaceira
1 dl de azeite
1 dl de leite
20 grs de fermento de padeiro
750 grs de farinha
8 ovos

Para a calda
300 grs de mel
1 dl de água
açúcar e canela p/ polvilhar

Confecção:
1. Dissolva o fermento no leite morno e junte-lhe o sal e um pouco de farinha. e misture até obter uma massa leve. Deixe repousar durante 15 minutos.
2. Deite a massa num alguidar, adicione um pouco de azeite e três ovos batidos.
3. Bata tudo muito bem. Acrescente o restante azeite, a aguardente e os ovos excedentes, batendo de novo a massa (note que esta deve ficar mais macia do que para o pão). Se necessário, adicione um pouco de leite.
4. Abafe a massa e deixe-a levedar durante 4 horas em local ameno.
5. Passado esse tempo, ponha o azeite no lume e, com as molhadas oleadas, tire bocados de massa (aproximadamente do tamanho de um ovo), estique-a numa rodela muito fina, fazendo-lhe buracos com as pontas dos dedos.
6. Mergulhe as filhós no azeite e vá-as esticando, a fim de manterem a forma original, pois a tendência será de crescer para cima. Deixe-as dourar dos dois lados e ponha-as a escorrer sobre papel absorvente.
7. Frita toda a massa, leve o mel a levantar fervura juntamente com a água. Reduza o calor e passe as filhós pela calda, polvilhando-as depois com açúcar e canela.


MIGAS LAGAREIRAS (Beira Alta)

Ingredientes (para 4-5 pessoas).
1 boa posta de bacalhau (demolhado).
1 couve grande.
400 g de pão de trigo.
3 dentes de alho.
3 dl de azeite.
sal

Preparação:
1 - Se não comprou bacalhau demolhado, deixe-o de molho cerca de 12 horas.
2 - Coza o bacalhau com a couve em água e sal; escorra; desfaça o bacalhau e migue a couve grosseiramente.
3 - Coloque uma camada de bacalhau numa caçarola de barro, depois uma camada de couve e, por cima, uma camada de pão em fatias finas.
4 - Regue com azeite e um pouco da água de cozedura do bacalhau. Deite por cima o alho picado.
5 - Repita a operação até já não haver mais bacalhau nem couves.
6 - Leve ao forno por alguns minutos, sem deixar que o bacalhau e as couves fiquem secos.

Sirva bem quente ao almoço do Dia de Natal.

Nógado ( Trás-os-Montes )
Ingredientes:
500 gramas de nozes picadas
4 decilitros de mel
4 gemas de ovos
Pão ralado q.b.

Modo de preparação:
1. Põe-se o mel ao lume e derreter, incorporam-se as nozes e deixa-se ferver até engrossar bastante;
2. Tira-se do lume, até arrefecer o suficiente para se poderem misturar as gemas, engrossando a
massa com pão ralado.
3. Deixa-se esfriar antes de se formar os nógados, ovalados, com cerca de dez centímetros por três
de largura.
AZEVIAS
INGREDIENTES
Recheio
1 kg de grão
750 g de açúcar
2 limões
Canela em pau
3 gemas
Amêndoa moída ou côco ralado

Massa:
500 g de farinha
3 a 4 colheres de gordura (mistura de banha e margarina)
1 cálice de aguardentesal
Água quente

MODO DE PREPARAÇÃO
Recheio:
1. De véspera coze-se o grão com uma pitada de sal, pela-se e reduz-se a puré.
2. Leva-se o açúcar ao lume com 2 dl de água e deixa-se ferver durante 1 ou 2 minutos.
3. Junta-se o puré de grão, a canela e a raspa da casca do limão. Deixa-se ferver mexendo até se ver o fundo do tacho.
4. Retira-se, juntam-se as gemas e a amêndoa moída ou o côco ralado e leva-se o preparado novamente ao lume.
5. Quando as gemas e a amêndoa estiverem cozidas apaga-se e deixa-se ficar assim de um dia para o outro.

Massa:
1. Peneira-se a farinha para uma tigela e faz-se uma cova no meio onde se deitam as gorduras derretidas num pouco de água morna temperado com sal.
2. Mistura-se. Junta-se a aguardente e depois vai-se amassando juntando pinguinhos de água morna.
3. Amassa-se bem e deixa-se repousar em ambiente temperado.
4. Estende-se a massa com o rolo, muito fina, e coloca-se um pouco de recheio.
5. Cortam-se as azevias em meia lua fritam-se em azeite ou óleo bem quentes.
6. Polvilham-se com açúcar e canela.

Se lhe sobrar massa faça filhoses, estenda-a, corte rectângulos, faça alguns recortes no meio e frite-a. Polvilhe com açúcar e canela.

Brinhóis
Ingredientes:
1 kg de abóbora descascada e limpa de filamentos e pevides
3 ovos
raspa e sumo de 1 boa laranja
1 cálice de vinho Porto
300 grs de farinha com fermento
100 grs de açúcar
1 colher de chá de canela
sal
Óleo q.b.
açúcar refinado fino
canela em pó para polvilhar

Confecção :
1. Coze-se a abóbora num pouco de água com sal, escorre-se muito bem e reduz-se a puré, esmagando-a com as mãos. Volta a escorrer-se muito bem espremendo-a dentro de um pano.
2. Juntam-se os restantes ingredientes ao puré de abóbora sendo as claras batidas em castelo.
3. Com a ajuda de duas colheres de sopa molda-se a massa e deita-se no óleo quente (175ºC no máximo para permitir a cozedura da farinha).
4. Escorrem-se sobre papel absorvente e comem-se polvilhadas com açúcar e canela.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Morangos com molho sabayon


E BISCOITOS DE PÃO-DE-LÓ

Ingredientes:
morangos 450 g
vinho branco 2,5 dl
gemas de ovo 6
açúcar 150 g
Natas 2 dl
para o pão-de-ló:
ovos 5
açúcar 125 g
farinha 125 g

Confecção:
1. Leve ao lume um recipiente côncavo sobre um tacho com água a ferver.
2. Dentro do recipiente coloque as gemas, o açúcar e o vinho branco.
3. Com a ajuda de umas varas de arame bata energicamente, até obter um creme fofo. Tenha o cuidado de manter a água do banho maria sempre em ebulição. Deixe arrefecer e junte as natas batidas.
4. Envolva tudo com muito cuidado. Conserve no frio até ao momento de servir.
5. Faça o pão-de-ló, batendo os ovos inteiros com o açúcar, até duplicar de volume.
6. Junte a farinha peneirada aos poucos, envolvendo com cuidado.
7. Unte uma forma redonda com buraco no meio.Leve ao forno previamente aquecido a 200ºC durante 30 minutos. Retire do forno e deixe arrefecer.
8. Corte em fatias triangulares e leve de novo ao forno a torrar.
9. Numa taça coloque os morangos lavados e cortados em quartos, disponha em camadas com o molho e decore com as fatias de pão-de-ló torrado.

Acompanhe com Tawny 10 anos

Pudim de Chá



COM PALITOS DE CANELA E LIMÃO
Ingredientes: Pudim
açúcar 400 g
água 2 dl
chá preto 20 g
gemas 15

Massa dos biscoitos
manteiga 150 g
açúcar 150 g
mel 100 g
colher de sopa de sumo de limão 1
farinha 150 g
colher de sopa de canela 1

Confecção:
1. Leve a água a ferver e junte o chá preto, deixe levantar fervura e coe.
2. Junte ao chá o açúcar e leve a ferver durante 4 minutos.
3. Retire do lume (fogo) e junte às gemas de ovo previamente batidas.
4. Numa caçarola leve 150 g de açúcar com duas colheres de sopa de água para fazer caramelo. Retire do lume e caramelize uma forma de pudim.
5. Deite o preparado das gemas e do açúcar na forma e leve ao forno (150ºC) em banho maria durante 45 minutos.
6. Retire do forno e deixe arrefecer.
7. Para desenformar, aqueça a forma ao lume durante alguns instantes.
8. Faça entretanto a massa dos biscoitos para acompanhar o pudim.
9. Leve ao lume a manteiga, o mel, o sumo de limão e a canela. Deixe dissolver o açúcar e a manteiga.
10. Retire do lume e junte a farinha.
11. Forre um tabuleiro de ir ao forno com papel vegetal, coloque, com a ajuda de uma colher de sopa, pequenas quantidades de massa.
12. Leve ao forno aquecido a 200ºC durante dez minutos.
13. Retire do lume e enrole formando pequenos palitos.
14. Coloque sobre o prato de servir uma fatia de pudim e decore com os palitos de canela.
15. Polvilhe com canela em pó e um pouco de caramelo que saiu da forma.

Acompanhe com Tawny Reserva

Sorvete de Melão


COM FRUTOS VERMELHOSE PALITOS DE AMÊNDOAS


Ingredientes:
melão 600 g
açúcar 500 g
água 200 g
frutos vermelhos (groselhas, mirtílios, framb., morangos, etc.)
250 g
amêndoas (sem pele) 125 g
açúcar 125 g
farinha 125 g
ovo 1


Confecção:
1. Descasca-se o melão, retira-se todas as pevides e reduz-se a puré.


2. Junta-se 200 g de açúcar e 1,5 dl de água e coloque na sorveteira e deixe a gelar durante o tempo necessário para ganhar consistência. Guarde então no congelador até o momento de servir.


3. Leve ao lume ( fogo) os frutos vermelhos com 175 g de açúcar. Deixe ferver durante 10 minutos, retire do lume e deixe arrefecer.


4. Misture a farinha com as amêndoas picadas grosseiramente.


5. Junte o açúcar e o ovo e amasse bem.


6. Faça pequenos palitos da grossura de um dedo, coloque-os em tabuleiro de ir ao forno untado com manteiga e polvilhado com farinha. Leve ao forno a 250ºC durante 5 minutos, retire e deixe arrefecer.


7. Sobre o fundo do prato em que vai servir coloque um quadrado de palitos de amêndoa, no centro coloque a bola de sorvete de melão e em volta o molho de frutos vermelhos. Polvilhe se desejar com amêndoas torradas moídas e açúcar em pó.


Acompanhe com Tawny 20 anos

sábado, 3 de janeiro de 2009

O VINHO DO PORTO

O vinho do Porto é um vinho natural e fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas provenientes da região demarcada do Douro, no norte de Portugal a cerca de 100 km a leste do Porto. Régua e Pinhão são os principais centros de produção.

Apesar de produzida com uvas do Douro e armazenada nas caves de Vila Nova de Gaia, esta bebida alcoólica ficou conhecida como "Vinho do Porto" a partir da segunda metade do século XVII por ser exportada para todo o mundo a partir desta cidade.
A "descoberta" do Vinho do Porto é polémica.

Uma das versões, defendida pelos produtores de nacionalidade inglesa, refere que a origem data do século XVII, quando os mercadores britânicos adicionaram brandy ao vinho da região do Douro para evitar que ele azedasse. Mas o processo que caracteriza a obtenção do precioso néctar era já conhecido bem antes do início do comércio com os ingleses. Já na época dos Descobrimentos o vinho era armazenado desta forma para se conservar um máximo de tempo durante as viagens. A diferença fundamental reside na zona de produção e nas castas utilizadas, hoje protegidas. A empresa Croft foi das primeiras a exportar vinho do Porto, seguida por outras empresas inglesas e escocesas.
O que torna o vinho do Porto diferente dos restantes vinhos, além do clima único, é o facto de a fermentação do vinho não ser completa, sendo parada numa fase inicial (dois ou três dias depois do início), através da adição de uma aguardente vínica neutra (com cerca de 77º de álcool). Assim o vinho do Porto é um vinho naturalmente doce (visto o açúcar natural das uvas não se transformar completamente em álcool) e mais forte do que os restantes vinhos (entre 18 e 22º de álcool).
Fundamentalmente consideram-se três tipos de vinhos do Porto: Branco, Ruby e Tawny.

PORTO BRANCO
O vinho do Porto branco é feito exclusivamente a partir de uvas brancas e envelhece em grandes balseiros de madeira de carvalho (20 mil e mais litros). Tipicamente vinhos do Porto brancos são vinhos jovens e frutados (não menosprezando as reservas) e são o único vinho de Porto que se categoriza quanto à sua doçura. Há assim brancos secos, meios-secos e doces. Ainda assim, e devido à forma como o Porto é produzido, o vinho praticamente nunca é completamente seco, guardando sempre alguma da sua doçura inicial, sendo por isso comum encontrarem-se brancos "secos" com alguma doçura.
RUBY
Os Ruby são vinhos tintos que também envelhecem em balseiros. Devido ao baixo contacto com a madeira (porque a relação superficíe/volume é pequena) conservam durante mais tempo as suas características iniciais, devido à baixa oxidação. São assim vinhos muito frutados de cor escura (rubi), com sabores a frutas vermelhas (frutos silvestres ou ameixas por exemplo) e com caracterísiticas de vinhos jovens.
TAWNY
Os Tawny são também vinhos tintos, feitos aliás das mesmas uvas que os Ruby, mas que apenas envelhecem dois a três anos nos balseiros, passando depois para as pipas de 550 litros. Estas permitem um mais elevado contacto do vinho com a madeira e daí com o ar. Assim os Tawny respiram mais, oxidando e envelhecendo rapidamente. Devido à elevada oxidação os Tawny perdem a cor inicial dos vinhos tintos, ganhando tons mais claros como o âmbar, e sabores a frutos secos como as nozes ou as amêndoas. Com a idade os Tawny ganham ainda mais complexidade aromática, enriquecendo os aromas de frutos secos e adquirindo aromas de madeira, tostado, café, chocolate, mel, etc.
Nos vinhos tawny muito velhos a cor vermelha inicial (rubi) dos vinhos novos vai desaparecendo e passa a tonalidades vermelho acastanhadas, dourada a âmbar.
Contrariamente aos vinhos tintos, no vinho do Porto branco, novo de cor normalmente amarelo palha, com o envelhecimento os vêm a adquirir cada vez mais cor, aparecendo os amarelo/dourado a amarelo/acastanhado e já nos vinhos brancos muito velhos a sua côr chega ao âmbar, confundindo-se com a dos vinhos tintos também muito velhos.

VINHO DO PORTO , UMA TRADIÇAO ?!

Em Portugal gera-se uma contradição curiosa com o vinho do Porto.
Por um lado é cada vez mais enaltecido pelos críticos, que se empenham em dá-lo a conhecer, quiçá de uma forma algo erudita e distante para a maioria dos consumidores comuns. Por outro, por mais que o grande público se empenhe em seguir essa corrente, não encontra muitas oportunidades para abrir uma garrafa, ficando assim o seu consumo reduzido a ocasiões festivas como o Natal ou a Páscoa. Mas infelizmente não existem hábitos de apreciação das múltiplas variedades desta bebida durante as refeições, o que permitiria conhecer e desfrutar mais e melhor este magnífico produto. Há que ter em conta também que as experiências que se levaram a cabo para tomar Portos durante as refeições resultaram algo violentas.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

AÇAÍ NA TIJELA


Ingredientes
400g de polpa de açaí congelada
1 banana nanica picada
Suco de 1 laranja
Açúcar refinado ou adoçante

Preparo
1. No copo do liquidificador, coloque a polpa de açaí semi-congelada, a banana, o suco de laranja e adoce.
2. Bata até que fique homogêneo, mas sem deixar que a polpa derreta por completo.
3. Sirva imediatamente.

Os ingredientes devem ser batidos rapidamente para se obter uma sobremesa gelada com alguns flocos de gelo, e não um líquido. Bata a polpa de açaí com outras frutas, como morango, kiwi, etc. Acrescente também pó de guaraná, etc.

AÇAÍ

Açaí ou juçara é o fruto da palmeira conhecida como açaizeiro, cujo nome científico é Euterpe oleracea. É uma espécie nativa das várzeas da região amazônica, especificamente dos seguintes países: Venezuela, Colômbia, Equador, Guianas e Brasil (estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Acre).

É um alimento muito importante na dieta dos habitantes da Amazônia, onde seu consumo remonta aos tempos pré-coloniais. Hoje em dia é cultivado não só na Região Amazônica, mas em diversos outros estados brasileiros, sendo introduzido no resto do mercado nacional durante os anos oitenta e noventa, com modificações no modo de consumo.
O fruto é colhido subindo-se na palmeira com o auxílio de uma trançado de folha amarrado aos pés - a peconha.
Para ser consumido, o açaí deve ser primeiramente despolpado em máquina própria ou amassado manualmente (depois de ficar de molho na água), para que a polpa se solte, e misturada com água, se transforme em um suco grosso também conhecido como vinho do açaí.
A forma tradicional na Amazônia de tomar o açaí é gelado com farinha de mandioca ou tapioca. Há quem prefira fazer um pirão com farinha e comer com peixe assado ou camarão e mesmo os que preferem o suco com açúcar (ainda assim, bem mais grosso que qualquer suco servido no sudeste).
As sementes limpas são muito utilizadas para o artesanato. Quando descartadas, servem como adubo orgânico para plantas.
Nas demais regiões do Brasil, o açaí é preparado da polpa congelada batida com xarope de guaraná, gerando uma pasta parecida com um sorvete, ocasionalmente adicionando frutas e cereais, o que não é bem visto pelos habitantes da região Norte, que encaram a mistura como um desperdício de açaí. Conhecido como açaí na tigela, é um alimento muito apreciado por frequentadores de academias e desportistas.

A CULINÁRIA DA REGIÃO NORTE DO BRASIL

A herança indígena predomina em toda a região Norte. Com muitos rios, os peixes de água doce são muito presentes nos pratos. É a terra do pirarucu, uma das muitas espécies de peixes, que chega a pesar 200 quilos.


A mandioca aparece em muitas receitas. É utilizada de diversas maneiras: como tipos diferentes de farinha e no famoso tucupi (caldo da mandioca brava).A riqueza natural também traz frutas diversificadas para a mesa. O açaí, por exemplo, é bastante versátil e pode ser utilizado em sucos e vitaminas, é comum ser acompanhado de farinha de mandioca ou até mesmo para complementar pratos com peixe.O café da manhã deles é calórico. Em geral, aparece a tapioca e coisas bem consistentes, como farofas de charque com farinha, de castanha-do-pará e de castanha-de-caju e banana. Não raro, canjica e mingau disputam a atenção com peixes na primeira refeição do dia.

Os cardápios tradicionais de almoço e jantar incluem caldeirada de vários tipos de peixe, o pato no tucupi e o tacacá. Na sobremesa, mundico-e-zefinha. Trata-se de um doce de cupuaçu gratinado com queijo de Marajó, feito com o leite da búfala.Aliás, o hábito do tacacá das cinco é muito comum. O caldo feito à base de tucupi, camarão seco e jambu (verdura típica da região que causa um leve adormecimento na boca) é tomado geralmente no fim da tarde. Nas barraquinhas de rua...

O peixe mais tradicional é o pirarucu, que pode chegar a 300 quilos. O cardápio da região Norte é repleto de ingredientes típicos. Terra do açaí, do cupuaçu e dos peixes amazônicos tem como marca registrada também o tucupi, o molho extraído da mandioca brava. A folha da mandioca (maniva) também é utilizada para preparar a famosa maniçoba (tipo de feijoada esverdeada que, além das carnes, leva maniva e fica sete dias no fogo brando cozinhando antes de chegar à mesa).

HISTÓRIA DA CULINÁRIA BRASILEIRA


Alguns equívocos têm sido cometidos, no que diz respeito à culinária brasileira. Há uma ignorância com relação à riqueza e peculiaridades regionais. Toda culinária é formada por cozinhas regionais.
No Brasil as influências foram muitas e a partir delas apareceram adaptações e variações, como a cozinha sertaneja, nordestina, caipira, tropeara, mineira, gaúcha, da fazenda e outras.
Então escrever sobre a gastronomia de um país grande como o Brasil é difícil.

Antes da chegada dos europeus, já existiam moradores nessas terras e então as carnes consumidas eram as carnes do mato, ou seja, as caças (aves, macacos, antas, capivaras...) e os peixes. Não consumiam as aves aquáticas, ipecas (patos em geral), por acreditarem que seu consumo os levaria a perder o vigor no nado.
O paladar dos índios estava bastante acostumado aos assados, estes de elaboração simples e às farinhas, saborosas e de produção minuciosa. Com elas, preparavam paçocas (do verbo apaçoka = pilar), que consistiam em carnes ou peixes moqueados , pilados com farinha de mandioca ou mesmo com farinha de milho; pirões (de pirõ , que corresponde a uma papa grossa), feitos com os caldos quentes de carnes ou peixes aos quais se adiciona farinha de mandioca; mingaus (para Plínio Airosa, mingaú é alimento moído, picado, desfeito, etc), é alimento em forma de papa ou sopa, ligeiramente cremoso.
Desde o descobrimento do Brasil em 1500 até os dias de hoje, teve muitos povos que vindo para o Brasil trouxeram muito de suas crenças, culturas e hábitos, que de certa forma misturaram com a cultura indígena.
Já no primeiro contato, os portugueses se encantaram com a natureza, sua diversidade e um mundo novo que começava a se descortinar. Teve assim início ali mesmo, um intenso processo de interação sócio-cultural.
De Portugal trouxeram das regiões do Oriente, Índia, os condimentos (substancia aromática, que realça o sabor dos alimentos, tempero) que começou a ser usado pelos índios, localizado na cidade de Porto Seguro na Bahia. Trouxeram também presunto, vinho, pão, açúcar e etc. Trouxeram então seus hábitos alimentares já com suas influencias com os orientais e a cultura negra.
A introdução de novos temperos - os toucinhos, os condimentos (alhos, cebolas, cominho, cravo, erva-doce, noz moscada, gengibre, zerzelin (gergelim), salsa, canela, açafrão), o azeite doce e o vinagre - promoveu outras possibilidades de processamento dos alimentos. Foram introduzidos os guisados, alimentos cozidos nos molhos com refogados - frituras de alhos, cebolas e outros condimentos no azeite ou na gordura, dando origem aos nossos afogados (cozidos com carnes, batatas, legumes), tão ao gosto dos paulistas do interior e tão em uso em nossas festas do Divino. Aos guisados, acresceu-se a forma de temperar negro-africana com o batismo do óleo de palma (azeite de dendê) e do leite de coco. Assim, chegamos às opções de cozidos de carnes, peixes e outros frutos do mar, que vão de simples caldeiradas às incrementadas moquecas baianas.É bom lembrar, ainda, que foi do costume dos afogados (o cozimento de vários tipos de alimentos misturados) que nasceu a tão nacional e diversificada feijoada, com suas peculiaridades regionais..
A doceria portuguesa, bastante desenvolvida e considerada na Europa, não tardou a aportar no Brasil e se adaptar. A introdução da cana de açúcar, e a produção do açúcar e derivados, possibilitou a adaptação dessa doceria ainda bem cedo. As técnicas portuguesas de produção de doces (secos, cristalizados, em calda/compotas,em barra, pastosos) e quitandas, aplicadas a uma tão grande diversidade de frutas e produtos, deu no correr dos séculos, uma doceria singular.
Aqui encontraram com abundância, uma fruta cheirosa e saborosa - a goiaba. A partir do processo de feitura das marmeladas, dos doces para corte, não tardou a surgir nossa inconfundível goiabada cascão, que se transformou em recheio apreciado para bolos e tortas, e imbatível quando associada ao queijo fresco.
Para alternar com o uso freqüente da farinha de mandioca, foi introduzido o arroz, de origem asiática, denominado arruz pelos árabes, que, segundo Cascudo, o plantaram na Península Ibérica, de lá sendo trazido para o Brasil. Passou a integrar a dieta do brasileiro, preparado com grande variação - arroz de cuchá, arroz com frango, com molhos, taipado, arroz carreteiro, baião de dois (arroz cozido no caldo de feijão), bolinho de arroz, cuscuz de arroz, arroz doce, com coco ou com melado.
O arroz fez a riqueza do Vale do Ribeira, litoral sul de São Paulo, no século XIX, dali sendo exportado para a Europa, ganhando fama internacional.Mas, ainda hoje, em comunidades de caiçaras (entre os litorais Sul do Rio de Janeiro, Norte e Sul de São Paulo e Norte do Paraná), há significativa quantidade de pessoas que preferem a farinha de mandioca ao arroz, não sentindo mesmo falta deste.
Ao gosto especial dos índios pelas bebidas fermentadas, os portugueses juntaram os vinhos, as bebidas destiladas (as bagaceiras de uva ou de cana), e maceradas (licores).
A participação espanhola e portuguesa se confunde na sua semelhança, pois os dois países tiveram influência dos árabes.
Mas foram os alemães os primeiros a vir fundar colônias no sul do país, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, e também no Espírito Santo. O alemão não trouxe só a influência, mas um reforço de certas espécies que foram utilizados pelos portugueses, como a cerveja e as carnes salgadas e defumadas.
Entre 1860 e 1890 desembarcaram 974 mil italianos no Brasil e também trouxeram um gosto especial pelas massas com farinha de trigo, com os molhos densos e condimentos. Ninguém conseguiu mudar a alimentação italiana que acabou participando e muito na gastronomia brasileira.
Foi desde 1955 que iniciou o conceito de comer rápido e com as mãos.A comida japonesa é admirada no mundo devido ela a priorizar a apresentação dos pratos, e na simplicidade de preparo dos alimentos, ela consegui combinar sabores e textura. Usa pouco tempero, e tudo deve ser feito na hora, e se usa só alimento resfriados e não congelados. A refeição japonesa é feita com tempo para se liberar emoção.